Mansplaining e manterrupting não são apenas conceitos acadêmicos: na prática cotidiana, eles se traduzem em atitudes como:
Interromper o outro antes que termine a frase,
Explicar algo que a pessoa já sabe, como se fosse ignorante,
Corrigir permanentemente detalhes pouco relevantes,
Falar em tom professoral, desqualificando a experiência alheia.
Esses padrões, quando frequentes, não apenas desrespeitam o parceiro, mas comunicam – de forma explícita ou implícita – uma mensagem de superioridade: “eu sei mais”, “o que eu tenho a dizer é mais importante”.
Este teste busca ajudá-lo(a) a avaliar em que medida você tende a ocupar esse lugar, seja com consciência ou não, e como isso impacta a horizontalidade e o respeito na relação amorosa.
Você encontrará abaixo 12 afirmações sobre como você costuma falar, ouvir e se posicionar em diálogos com parceiros. Neste teste, pontuações mais altas indicam menor tendência a mansplaining e manterrupting (ou seja, maior respeito à fala do outro).
1) Esforço-me para ouvir até o fim quando o(a) meu(minha) parceiro(a) está falando, evitando interromper suas frases.
2) Evito “corrigir” ou “explicar melhor” tópicos que o outro já domina, a menos que ele(a) peça ajuda ou esclarecimento.
3) Penso, antes de falar, se a forma como vou explicar algo não está carregada de tom condescendente ou superior.
4) Quando alguém comenta que eu interrompo muito, tento observar meu comportamento em conversas seguintes.
5) Procuro não tomar a palavra automaticamente em discussões, dando espaço para o outro expor seu ponto de vista.
6) Reconheço que o(a) parceiro(a) também tem conhecimentos e experiências válidos, mesmo que diferentes dos meus.
7) Evito fazer piadas ou comentários que deixem o outro constrangido(a) ou com receio de se expressar.
8) Quando percebo que falei em excesso, faço um esforço consciente para devolver espaço de fala ao outro.
9) Levo a sério quando alguém diz que eu estou explicando algo óbvio de forma paternalista ou invasiva.
10) Já refleti sobre meu lugar de poder (de gênero, profissional, social) e como isso pode influenciar a forma como eu falo e escuto.
11) Busco formas de discordar que não envolvam interromper ou desqualificar o outro, mas argumentar com respeito.
12) De modo geral, sinto que não costumo silenciar, diminuir ou infantilizar o(a) parceiro(a) em conversas.