O termo phubbing resulta da combinação de “phone” e “snubbing” (esnobar) e descreve a situação em que uma pessoa ignora ou negligencia quem está ao seu lado para se concentrar no celular: redes sociais, mensagens, jogos, notícias etc. Em relacionamentos amorosos, isso ocorre, por exemplo, quando:
O(a) parceiro(a) mexe no celular durante conversas importantes,
Checa notificações durante refeições, encontros ou momentos íntimos,
Parece mais conectado(a) ao mundo digital do que à presença física da pessoa com quem está.
O phubbing não é apenas um “hábito irritante”: ele pode gerar sentimentos de rejeição, invisibilidade, insignificância e competição com o aparelho. A médio e°m longo prazo, pode impactar a satisfação conjugal, a experiência de intimidade e a percepção de prioridade dentro da relação.
Este teste tem como objetivo ajudá-lo(a) a refletir como você percebe, interpreta e reage ao phubbing praticado pelo(a) parceiro(a), avaliando seus recursos de comunicação, de proteção emocional e de negociação de limites.
A seguir, você encontrará 12 afirmações relacionadas ao modo como você lida com o uso de celular do(a) parceiro(a) em contextos de convivência a dois. Para cada item, assinale a opção que mais se aproxima de como você costuma agir atualmente, utilizando a escala: • Sempre (7) • Frequentemente (6) • Muitas vezes (5) • Às vezes (4) • Raramente (3) • Muito raramente (2) • Nunca (1) Não há respostas certas ou erradas. A ideia é que você responda com sinceridade, pensando na sua experiência real, e não em como “deveria” se comportar.
1) Quando estou falando com meu(minha) parceiro(a) e ele(a) pega o celular, percebo se isso interrompe nossa conexão naquele momento.
2) Sinto-me incomodado(a) quando, em encontros a dois (jantar, passeio, momento íntimo), o celular parece receber mais atenção do que eu
3) Já consegui, em algum momento, conversar diretamente com o(a) parceiro(a) sobre como me sinto quando ele(a) fica no celular enquanto estamos juntos.
4) Procuro observar se o uso do celular interfere de forma repetida na qualidade do nosso diálogo e da nossa presença um com o outro.
5) Consigo expressar, de maneira respeitosa, que me sinto ignorado(a) quando estou falando e o outro está focado na tela.
6) Já sugeri, pelo menos em algumas situações, combinados como “sem celular à mesa” ou “alguns momentos do dia desconectados”, e tentei mantê-los.
7) Quando isso acontece, evito imediatamente me culpar (“devo ser chato(a)”) e reconheço que a situação também fala sobre o padrão do outro.
8) Observo se o phubbing aparece de forma mais intensa em momentos de conflito ou de conversas delicadas.
9) Procuro entender o contexto (trabalho, urgência, rotina), mas sem deixar de acolher o meu próprio incômodo com o excesso de uso.
10) Já busquei informações ou reflexões sobre o impacto do uso de celular na qualidade dos relacionamentos amorosos.
11) Levo em conta esse padrão de uso de celular quando avalio o quanto me sinto priorizado(a) na relação.
12) De modo geral, sinto que tenho condições de reconhecer o phubbing, nomear seus efeitos em mim e buscar formas de lidar com isso.