Na contemporaneidade, coexistem diferentes modelos relacionais: monogamia tradicional, monogamia seriada, relações abertas, poliamor, entre outros arranjos. Em vez de simplesmente “herdar” um modelo, muitos casais passam a discutir de modo mais explícito:
O que consideram traição,
Quais comportamentos são aceitáveis com terceiros,
que tipo de abertura (ou não) é imaginável para o vínculo.
Essas conversas nem sempre são fáceis, pois tocam em temas como ciúme, posse, autonomia, desejo, moralidade e segurança emocional. A ausência de negociação clara pode levar a desencontros significativos: um dos parceiros supõe exclusividade absoluta, enquanto o outro assume que “beijos em festa” são irrelevantes; alguém se imagina em relação aberta, enquanto o outro considera isso impensável.
Este teste avalia como você lida com a negociação de acordos de exclusividade e de possíveis formas de não monogamia, explorando se há clareza, diálogo, coerência entre discurso e prática.
Responda às 12 afirmações abaixo com base em sua experiência atual ou recente. Use a escala: • Sempre (7) • Frequentemente (6) • Muitas vezes (5) • Às vezes (4) • Raramente (3) • Muito raramente (2) • Nunca (1)
1) Reflito sobre que tipo de arranjo relacional (monogâmico, aberto, outro) faz mais sentido para mim neste momento de vida.
2) Consigo conversar com o(a) parceiro(a) sobre expectativas de exclusividade afetiva e sexual.
3) Procuro não supor que o outro pensa igual a mim sobre fidelidade; pergunto, escuto e explicito o meu ponto de vista.
4) Já discuti com, pelo menos, um(a) parceiro(a) o que consideramos traição (flertes, beijos, sexo, mensagens etc.).
5) Reconheço que, em qualquer arranjo, é importante haver honestidade, consentimento e respeito pelos acordos estabelecidos.
6) Quando percebo que queremos coisas muito diferentes (por exemplo, eu desejo exclusividade e o outro não), considero seriamente as implicações disso.
7) Evito aceitar um modelo relacional que me faz sofrer apenas para “não perder” a pessoa.
8) Se estou em uma relação não monogâmica (ou cogitando), busco informação e reflexão para não reproduzir padrões de desrespeito sob o rótulo de “liberdade”.
9) Levo em conta minhas vulnerabilidades (ciúme, insegurança, traumas) ao discutir abertura ou limites da relação.
10) Já consegui, pelo menos em alguma relação, rever acordos que não estavam funcionando bem, a partir de diálogo.
11) Entendo que acordos não são apenas “detalhes”, mas elementos estruturantes da forma como o vínculo se organiza.
12) De modo geral, sinto que participo ativamente da construção dos acordos relacionais, em vez de apenas aceitar o que o outro propõe.